Acabo de chegar de viagem, e na mala, além de roupas, veio também o sentimento de alegria, e a já saudade de pessoas que vejo muito pouco, mas que se fazem especiais por cada minuto que esteja perto. Ao longo do caminho de volta, pela estrada não tem como não notar algo que sempre se faz presente nessa época do ano:anúncios de Forrós por toda a região. O que me faz chegar a seguinte análise: o que aconteceu com nosso são João na roça? para onde foi todo aquele povo que comia amendoim, tomava licor, e jogava conversa fora entre amigos? Lembro-me destas datas passadas com muita alegria, ficávamos na chácara de meu avô, éramos todos crianças, eu e meus primos, e amigos, meninos inocentes que soltavam fogos, talvez pela beleza deles, ou talvez só pelo barulho, ou pela fumaça, meu avô sempre preparava seu balão, todo colorido, e mais colorido ainda ele ficava, iluminando aquele céu estrelado, a hora de solta-lo com certeza era a hora mais esperada da noite. Hoje estamos grandes, fogos já não fazem sentido algum, a roça não tem mais festa, o balão já não voa mais, e o que nos resta são as festas espalhadas pela região, sem fogos ou fogueira, sem balão ou balas, sem nem sequer amendoim, mas licor, ah, esse sempre tem, o que não tem mais é a sensação de sermos crianças pelo menos uma vez no ano.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Tradicionalmente terminando..
Acabo de chegar de viagem, e na mala, além de roupas, veio também o sentimento de alegria, e a já saudade de pessoas que vejo muito pouco, mas que se fazem especiais por cada minuto que esteja perto. Ao longo do caminho de volta, pela estrada não tem como não notar algo que sempre se faz presente nessa época do ano:anúncios de Forrós por toda a região. O que me faz chegar a seguinte análise: o que aconteceu com nosso são João na roça? para onde foi todo aquele povo que comia amendoim, tomava licor, e jogava conversa fora entre amigos? Lembro-me destas datas passadas com muita alegria, ficávamos na chácara de meu avô, éramos todos crianças, eu e meus primos, e amigos, meninos inocentes que soltavam fogos, talvez pela beleza deles, ou talvez só pelo barulho, ou pela fumaça, meu avô sempre preparava seu balão, todo colorido, e mais colorido ainda ele ficava, iluminando aquele céu estrelado, a hora de solta-lo com certeza era a hora mais esperada da noite. Hoje estamos grandes, fogos já não fazem sentido algum, a roça não tem mais festa, o balão já não voa mais, e o que nos resta são as festas espalhadas pela região, sem fogos ou fogueira, sem balão ou balas, sem nem sequer amendoim, mas licor, ah, esse sempre tem, o que não tem mais é a sensação de sermos crianças pelo menos uma vez no ano.
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