segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Um diferente caso, de amor..


Deb era uma menina de ouro, ela tinha quase tudo que queria a sua volta, tinha o que precisava, o que tentava, só não tinha ainda aquilo que sonhava. Era moça de Família, bem educada, não falava alto com ninguém, seu comportamento era digno de alguém especial, o que na verdade era exatamente o que ela era. Só ainda não sabia disso. Deb tinha as melhores amigas, era a queridinha de todas, não dizia muitos palavrões, e sempre pensava num bem comum pra todas elas, ela era quem ligava todas as amigas em volta. Era extremamente sentimental, e tão docemente fria, tratava homens como únicos, mas até certo ponto, depois disso, todos viravam os mesmos, todos, exceto Henry. Henry foi alguém que começou como um amigo dela, e após ver afinidades e pontos em comuns, vários, pode se dizer, foram se deixando levar, conversaram, olharam um no outro, e então veio o que os dois mais esperavam, o beijo. Esse beijo poderia mudar tudo entre dois amigos, e foi o que realmente aconteceu, mas não exatamente como pretendiam, depois de algo especial entre os dois, o que deixou de ser especial foi a relação deles. Deb deixou seu extremo sentimentalismo e afeição ao próximo, pela sua frieza não muito confortante, e o que já era óbvio aconteceu. Os dois não mantinham mais contatos. Henry e deb pararam de se falar, de se ver, mas não pararam, nenhum momento de pensar um no outro, deb tentava ser a moça durona, fingia que nada tinha acontecido, que era só mais um pra ela, mas seu olhar negaria tudo isso. Já Henry mostrava ser fraco, debilitado, ele realmente sentia a dor da perda, mas sofria calado, ninguém poderia ajudá-lo, e ele nem sabia como a ajudariam, já que ele nem saberia o que tinha feito, e na realidade, Henry nada fez, talvez fosse esse o problema, ou não. Depois de completados exatos dois meses, depois do suave beijo, o celular de Henry toca, ele vê quem está ligando, seu coração dispara, suas mãos começam a soar, nesse exato momento Henry está pálido, o celular quase lhe escorrega pelas mãos, ele então o atende. A voz do outro lado da linha era rouca, era a voz mais linda que ele já ouvira e nunca a esquecera, entre palavras de desculpas e arrependimentos, deb disse a coisa mais linda que ele já ouvira de alguém, deb disse o seguinte: Sou talvez a mulher mais arrependida de Miami, precisava de pedir desculpas, e dizer que sinto sua falta como nunca, falta do seu olhar, do seu abraço, e dos seus beijos, Henry, você é o amor da minha vida. Ao ouvir tudo isso, Henry nada disse, desligou o telefone, e entre lágrimas de felicidade e de tristeza, deixou-se tomar por algo inexplicável, e ao primeiro carro que passou na rua, Henry se jogou na frente dele.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Feliz dia das crianças.


Todos nós somos eternas crianças, temos saudade do algodão doce, que era mais doce que algodão e mais colorido que doce, saudades de brincar no parquinho com os amigos, no balanço.. indo e vindo, ou simplesmente na gangorra.. subindo e descendo, e que retrato da nossa vida uma gangorra representa, não é mesmo? um dia estamos em cima, outros embaixo, mas como na gangorra, sempre estávamos sorrindo, será que realmente existe algo melhor que felicidade? que subir e descer, que pular, que correr, cair, levantar, se sujar, brincar, tudo isso isso fez parte da nossa infância, com uma correção pra o fez, que está no tempo errado, na verdade tudo isso FAZ parte da nossa infância, quem é criança como eu, sabe do que estou falando, não falo sobre imaturidade, falo sobre como é bom poder dar valor as coisas que dávamos e devemos continuar, quem não adorava o natal, que acreditava no papai noel e colocava a meia em algum local que ele pudesse ver e trazer seu presente? quem nunca esperou a Páscoa do coelhinho, pra poder comer chocolate a vontade? que atire a primeira pedra! e que atire a primeira pedra quem nunca ficou ansioso por esse dia de hoje, quem nunca ficou feliz esperando por presentes, aquele carrinho que você pediu o ano todo, ou aquela sua boneca preferida, ou aquele videogame novo? Pra sermos adultos felizes, temos que ser, a cada instante a criança que nunca deixaremos de ser, e que está guardada dentro de cada um de nó,ser criança ta na essência, pra vocês,Feliz dia das crianças..

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Se puder sem medo

Deixa em cima desta mesa a foto que eu gostava, pr'eu pensar que o teu sorriso envelheceu comigo, deixa eu ter a tua mão mais uma vez na minha, pra que eu fotografe assim meu verdadeiro abrigo, deixa a luz do quarto acesa a porta entreaberta,
o lençol amarrotado mesmo que vazio, deixa a toalha na mesa e a comida pronta, só na minha voz não mexa eu mesmo silencio, deixa o coração falar o que eu calei um dia, deixa a casa sem barulho achando que ainda é cedo, deixa o nosso amor morrer sem graça e sem poesia, deixa tudo como está e se puder, sem medo..
Deixa tudo que lembrar eu finjo que esqueço, deixa e quando não voltar eu finjo que não importa, deixa eu ver se me recordo uma frase de efeito, pra dizer te vendo ir fechando atrás da porta, deixa o que não for urgente que eu ainda preciso, deixa o meu olhar doente pousado na mesa, deixa ali teu endereço qualquer coisa aviso, deixa o que fingiu levar mas deixou de surpresa, deixa eu chorar como nunca fui capaz contigo, deixa eu enfrentar a insônia como gente grande, deixa ao menos uma vez eu fingir que consigo, se o adeus demora a dor no coração se expande..
Deixa o disco na vitrola pr'eu pensar que é festa, deixa a gaveta trancada pr'eu não ver tua ausência, deixa a minha insanidade é tudo que me resta,
deixa eu por à prova toda minha resistência, deixa eu confessar meu medo do claro e do escuro, deixa eu contar que era farsa minha voz tranqüila, deixa pendurada a calça de brim desbotado, que como esse nosso amor ao menor vento oscila..
Deixa eu sonhar que você não tem nenhuma pressa, deixa um último recado na casa vizinha, deixa de sofisma e vamos ao que interessa, deixa a dor que eu lhe causei agora é toda minha, deixa tudo que eu não disse mas você sabia, deixa o que você calou e eu tanto precisava, deixa o que era inexistente e eu pensei que havia, Deixa tudo o que eu pedia mas pensei que dava..

Oswaldo Montenegro